Máquina de trabalho do caminhoneiro vai para as pistas...
Os caminhões de corrida são desenvolvidos a partir de um modelo normal que sai da linha de produção das montadoras. Mas as transformações para deixa-los em condições de competitividade são muitas e exigem tempo e muito conhecimento. Os motores, por exemplo, chegam quase a triplicar a potência após as modificações.
Para chegar a este resultado os preparadores mexem no curso do virabrequim, aliviam o peso das bielas, dos pinos e do pistão. No final, há uma redução de peso de quase dois quilos por cilindro. O comando de válvulas é substituído por um mais apropiado, além de outras modificações no próprio motor e também no sistema de embreagem, que perde muitos quilos.
Além das mudanças para aumentar o desempenho do motor que sofre um pequeno reposicionamento sobre o chassi para melhor distribuição do peso do veículo, há uma total transformação no sistema de suspensão, com o caminhão mais próximo ao solo e com maior estabilidade para andar em altas velocidades,
O Revestimento interno da cabine e dos painéis de porta é retirado. O Painel de instrumento do caminhão desaparece e dá lugar a aparelhos de precisão necessários para um veículo de corrida. Volante, banco tipo concha e cinto de segurança são substituídos por outros de competição e a cabine recebe um santoantônio com tubos de aço ( equipamento que protege o piloto no caso de acidentes ).
A transformação de caminhão de rua para de corrida passa ainda pela redução das longarinas do chassi e alteração na distancia entreeixos. Atualmente participam da Fórmula Truck caminhões das marcas Ford, Iveco, Mercedes-Benz, Scania, Volkswagen e Volvo.
O ingresso da motorização eletrônica na categoria foi no campenato de 2001. A partir de 2008 todos os modelos terão de ser eletrônicos.
O Truck
O único ponto comum entre um caminhão que atua no transporte de cargas nas ruas e estradas e outro que corre na Fórmula Truck é que ambos foram produzidos para a mesma finalidade: transportar cargas. Mas a partir do momento em que um deles é preparado para a pista pouco resta do veículo de carga.
O motor, por exemplo, após ser preparado, chega a triplicar sua potência e deslocado alguns centímetros para tras. As modificações passam, ainda, pelos periféricos, como turbinas, filtro, bomba injetora (lacrada e sorteada a cada etapa e devolvida à organização ao final da corrida). O chassi é cortado e a distância entre-eixos modificada, da redução do vão livre e entre o veículo e o solo.
O revestimento interno da cabine, como painéis de porta e painel de instrumentos são retirados e dão lugar a aparelhos de precisão. Volante e bancos também são substituídos e a cabine recebe um santoantônio com tubos de aço.
Segurança
A parte de segurança dos caminhões é um dos pontos fortes da categoria. Nestes mais de dez anos de corridas pelos autódromos do País foram registrados acidentes de todos os tipos, como batidas frontais, traseiras, laterais e capotamentos que destruíram totalmente os veículos, porém os pilotos nunca sofreram ferimentos graves. Na maioria dos casos ficou apenas no susto e no prejuízo material, com a destruição total do trucki. A segurança dos pilotos é garantida, principalmente, pelo santoantônio construído em tubo mecânico (sem costura). O tanque de combustível é deslocado para o centro do chassi e o banco do piloto é concha. Cinto com três pontos de fixação completam as exigências para o caminhão.